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12/09/2011

Visualidade do filme

As técnicas que escolhi para a construção da visualidade do filme e, consequentemente para a animação, estão diretamente relacionadas com as características psicológicas atribuídas aos personagens. Eles possuem uma visão unilateral da realidade e são rasos de caráter; por isso foram representados bidimensionalmente, assim como os objetos cenográficos relacionados a eles. O ambientente em que estão inseridos, por sua vez, foi criado tridimensionalmente, pensando em como os ambientes do mundo real oferecem, de fato, múltiplas possibilidades de interpretação.




05/06/2011

Principais referências

Para o desenvolvimento do conceito, do roteiro e da visualidade do filme, as referências foram bastante pontuais. A maior parte dos caminhos escolhidos estava em ressonância com alguma obra vista anteriormente.


Duas produções cinematográficas foram referências para a integração entre elementos bi e tridimensionais. São elas:

Viagem à lua (Le voyage dans la lune),
de Georges Méliès. França, 1901.


A invenção diabólica (Vynález zkázy),
de Karel Zeman. Tchecoslováquia, 1958.





A idéia de trabalhar o conceito de verdade/realidade a partir da fotografia trouxe alguns estudos teóricos do meio. Entre eles, Susan Sontag, em Ensaios sobre a fotografia:
"[...] a fotografia implica acesso instantâneo à realidade.
Mas os resultados dessa prática de acesso instantâneo
constituem outra forma de criar distanciamento.
Possuir o mundo em forma de imagens é, precisamente,
reexperimentar o quão irreal e remota é a realidade."
(SONTAG, 1981, p.157)





A visualidade da "verdade" foi inspirada no trabalho fotográfico dos artistas David Hockney e Christine Burrill, onde a imagem apresentada é composta por diversos fragmentos de pontos de vista:
David Hockney

Dawn - Christine Burrill